Palma de Mallorca


Autoria própria

Mais um avião sai de Mallorca. Que por maior que seja, ou por mais destinos que carregue, menor se torna em um céu regido por outros elementos.

Mais uma câmera dispara flashes no pôr do sol em Palma. Mais uma deslealdade da foto em querer reproduzir o que é, por si só, singular.

Mais um casal se nutre de paixão com o horizonte de Mallorca. Uma covardia com olhares e câmeras que anseiam pela posse – de memórias, momentos, de eternizar o que se é, simplesmente, presente.

Mais uma vez um extraordinário espetáculo. Em Mallorca, dia e noite se alternam de mão dadas, não nos deixando perder a atenção que nunca deveríamos ter perdido.

No pôr do sol de Palma, o Sol se doa igualmente para o mar e para o céu. Ambos igualmente iluminados, claros e deliciosamente calorosos.

Um mar que oferece luz e um convite ao seu interior. Uma conexão de elementos, sensações e memórias.

Mais gratos são aqueles que flutuam no mar de Palma. Com o corpo ao mar e de frente para o céu, o sol é todo o resto. Completo, presente.

Por volta de 20:30, as areias do balneário Arenal tornam-se um convite irrecusável para se sentar. A brisa, que parece ser soprada por anjos, traz àquele momento uma injeção de conforto e perpetuidade.

Do que sobra, não te falta mais nada. Apenas uma visão perplexa e sublime de um espetáculo simplesmente natural – em sua essência, exibição e beleza. Lindo.

Ao seu pôr do Sol, Palma(s). De todos os espetáculos, não há nada maior – Mallorca

(Marcelo Penteado)

Sob Trilhos


Desta vez escolhi o isolamento. Não total, mas parcial. Quando desacompanhado, posso observar sem vícios, agir sem julgamentos e capturar as verdadeiras relações.

Viajar sozinho é revelador. Cada pessoa, cada experiência e cada lugar é igualmente passageiro em sua jornada. Desta maneira, carrego tudo o que compartilho. Com eles, com tudo.

A vida é mesmo, metaforicamente, como um trem. Em movimento, passamos por cidades, túneis escuros, paisagens encantadoras e, às vezes, o que vemos pela janela é nosso próprio reflexo.

Não há foto ou vídeo que retrate a sensação vivida em cada momento. O que mais chegará perto disso será a nostálgica memória.

Dirijo-me agora a Berlin. Após uma agradável noite em Frankfurt. Ah, Frankfurt! Sua doce e amigável noite me surpreendeu tanto.

Um dia ainda peço ajuda à ciência. Para que provem o poder massivo que resulta da concentração de pessoas com boas energias e sorrindo. É contagiante.

A cada minuto que entro no meu isolamento, tenho a sensação de estar soltando de mim cargas internas. Talvez medo, padrões ou certezas.

A cada pessoa que vejo passar pela janela, percebo que ela também tem uma vida repleta de histórias, como eu. E isso já deveria ser suficiente para dar a ela o máximo de respeito e amor.

Como é grande o mundo! Que saudade eu tinha de sentir essa pequena importância.

Obrigado à sempre linda Alemanha. Por me receber, encantar e ensinar.

(Marcelo Penteado)

Romantic Frankfurt


Frankfurt’s moon

        Here I am. Sitting on the right corner of the Reno River. Hiding myself in the shadows hopefully looking for the light.

       It was around 10 pm when the sun finally gave space to an audacious full moon. As a young lady, it was shinning intensively. The clear sky was an appropriated dress for that evening show. A free and memorable presentation.

     Maybe Frankfurt has a soul. Among those buildings and architecture there’s a pulsing human energy floating in this summer evening.

     Frankfurt’s people flow as their river – not clearly but naturally. As their river, maybe they also feel smaller by the pressure of urban margins.

       During the evening the urban Frankfurt rests. Silence is only broken by the sound of happy voices. People who chat, laugh and live. For a few moments they just don’t hesitate and chill. What a pure manifestation of living!

       Maybe Frankfurt has a charm. Maybe it is only noticeable to those who go down stairs. Maybe it is only perceptible to who tries night walks. Maybe Frankfurt enjoys being discovered.

          Maybe Frankfurt is too lovely to waste.

          Danke!

(Marcelo Penteado)

Por trás das palavras


Inspiração

Gosto de escrever. Sempre gostei.

Incorporo à minha escrita uma forma pessoal e inédita de me manifestar. Expresso, à minha maneira, construções de pensamentos, ideias e – quem escreve, sabe – desafogo porções e mais porções de nós que entopem minha mente diariamente.

Enxergo na escrita minha forma de arte. Meu jeito de deixar uma tatuagem no mundo. Não necessariamente um trabalho, mas uma esfera que busco desenvolver. Acredito que todos deveriam dedicar parte de sua vida a uma forma artística.

Entendo como “arte” qualquer forma de expressão que se origina da mais pura pessoalidade. Alguns o fazem como carreira, outros como hobby. Mas, sem dúvidas, a arte precisa ter seu espaço, assim como se concilia a profissão, a espiritualidade, vida social, esportes etc.

Sou, como muitos, um admirador da linguagem. Juntar palavras não só é minha maneira de expressar o que penso, como se tornou um caminho para manifestar o que sinto.

Gosto de escrever porque é infinito. Palavras assumem significados, que mudam e alcançam diferentes pontos de interpretação. A arte vai além da precisão dos nossos sentidos; o sentimento a altera, o momento a modifica, o contexto interage.

Gosto de escrever porque a escrita flutua. Ela não é uma obra pronta, com um significado preso em si. Ela alcança em cada um diferentes interpretações, adquire em cada momento sua própria versão. Varia junto ao tempo, às experiências e às identificações.

Gosto de escrever porque crio, apago, decido por vírgulas ou ponto final. Opto por novos parágrafos ou mais travessões. Dou vida, forma e sentido a uma própria expressão de mim. E melhor – que pode encontrar em outros uma nova tradução.

Assim sigo escrevendo. Sem especializações ou gêneros, apenas me permito manifestar. Deixo para cada momento sua própria forma de inspiração, forma e conteúdo.

Encorajo a quem estiver disposto a me ouvir que realize suas próprias publicações pessoais. Escritos, desenhos, fotografias, músicas, seja o que for. Tudo que nós exteriorizamos leva consigo parte de nossa essência – do que somos, sentimos, pensamos e do que temos a oferecer de diferente.

A arte que nasce em mim, toma forma em si, e ganha vida em ti. Toda contribuição artística pressupõe o mesmo valor: nutrir a vida – de muitos, de um ou em si.

(Marcelo Penteado)

Ao que é bem-vindo

A arte que nasce em mim toma forma em si e ganha vida em ti.
agosto 2013
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