Distante, destoa, à deriva


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2014, Cusco / Foto por @iggyeazy (http://beenseenmet.tumblr.com/)

Novamente, refugiei-me nos lençóis da distância.  Longe da minha realidade mais familiar, insisto em viver sob o céu que não conheço, a fim de esperar por lampejos de reflexão, que em casa já não sei mais ouvir.

Só de não andar preocupado, a objetividade que falta em meu caminhar sobra no discernimento de meus pensamentos. Quando não há pressa nem atraso, qualquer sensação tem o direito de tomar seu tempo.

Livre, acompanha-me pelas ruas o meu diálogo particular. Penso, vejo, penso. Argumentos vão e vem. Como pessoas, que levam adiante de mim algo que deixo com elas, para trás.

Um olhar, uma palavra, uma ilusão não terminada. Conversas desconhecidas sem nenhuma pretensão, a não ser as demandas do momento. Assim, o tempo só passa quando eu o faço passar.

Encontro em cada esquina um motivo para dobrar a rua: nenhum. Viajar é viver um mosaico, onde cada momento que se constrói é o pedaço de um significado, cuja grandeza não se faz entender no instante em que se vive.

(Marcelo Penteado)

Ao que é bem-vindo

A arte que nasce em mim toma forma em si e ganha vida em ti.
junho 2014
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