Quanto ao quando


2014, Santiago

Quantas vidas já não deixei para trás…

Na não ida de uma viagem, no retorno de um sonho. No regresso imperial da lucidez.

Quantos eus já não morreram, com os segredos que nunca contei, daquelas noites que mal dormi?

E quanto ao quando, para não dizer nunca, disse adeus por sequer tentar.

Quantos fins já insisti, vivendo-os, plenos, em meu pensar. Deixando-os livres ao meu querer.

Tudo o que trouxe da hipótese, a escolha e conclusão. Secreto à todo o resto que se desenrola no vazio.

Embora nunca, o talvez existe.

(Marcelo Penteado)

Ao que é bem-vindo

A arte que nasce em mim toma forma em si e ganha vida em ti.
setembro 2014
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