Ato Falho


2014, Curitiba

2014, Curitiba

Todo mundo anda meio perdido. (Nem que seja um pouco). Ou apenas um parênteses.

Um generalismo com licença poética, embora absolutamente realista. Uma afirmação de fácil discordância, não fosse pela sensibilidade dos olhos em traduzir almas.

Talvez pelo excesso de opções. A falta de ordem, o transbordamento de desejos. Regamos ausências com doses de vontades. Expectativas. Um novo, um outro, que não agora. Nada, agora, parece suficientemente pleno. Digno de coexistir à própria respiração.

Perdidos. Pela falta, ou pelo oposto. Temente ao medo que há na lacuna das incertezas. Medo de ter certeza. Escolher, pois, deixar de lado. Um passo que se dá é um infinito que se altera. O universo presente em cada detalhe.

Ninguém sabe, exatamente, onde a estrada leva. Previsões são possibilidades. Estradas são metáforas. Até o futuro, por outro lado, é apenas um fato atrasado. A realidade se constrói nas desconstrução do tempo – a isso chamamos momentos.

A vida é um plural de instantes que se encontram. Sentir-se perdido não é o problema, nem um tormento. É uma percepção irrelevante. O que não se pode perder, ao contrário, é a pluralidade que subverte o enquanto.

(Marcelo Penteado)

Ao que é bem-vindo

A arte que nasce em mim toma forma em si e ganha vida em ti.
dezembro 2014
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