sigoescrevendo

Um manifesto de palavras sob a regência de cada momento.


Não sei, quem sabe?


2015, Montevideo
2015, Montevideo

Todos os dias uma avalanche de informações inunda nossa mente. Um múltiplo acúmulo de estímulos, projeções e lembranças.

Fatos mal tragados, doses sobre doses. O excesso é uma medida que não cabe no tempo.

Em consequência às inúmeras distrações, amplifica-se, também, o desafio em saber ouvir a própria voz. Os pensamentos que gritam sob os escombros.

O reverbero genuíno da matriz que vem de dentro.

Eis uma boa meta – diária – organizar, pois, oxigenar, a mente. Vasculhar, atento, os escombros dentro de si. Resgatar, guiado pelos gritos ecoados de quem depende de ajuda para poder encontrar uma saída.

Resgatar o manifesto que ainda resiste ao despejo.

Somos, talvez, mais destinados a limpar os caminhos de nossos pensamentos, como disciplinados serventes – e testemunhar a criação através do fluxo – a viver sob a ilusão de que o intelecto encontra suas próprias maneiras de lapidar soluções.

Quem sabe não seja a clareza o efeito genérico da genialidade?

(Marcelo Penteado)


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