Em tempo


São Paulo, 2013

Em um mês, Natal.

Tão rápido quanto o lamento de muitos ao ler isso. A velha desculpa que o tempo voa e quase não sobrou espaço para fazer o que gostaria de ter feito.

Ainda falta um mês para o final do ano e há quem torça para que ele termine logo. Já tem tantos planos que nem se lembra de ter feito a mesma coisa ano passado.

A cultura do planejamento esqueceu a da disciplina. É muita ideia para pouco foco. “Ano novo, vida nova”. Por que não é a vida que muda o ano primeiro?

Isso tudo como se fosse responsabilidade de janeiro mudar alguma coisa. Janeiro é só janeiro.

Pois, em cinco dias, dezembro.

Ainda falta. Como falta! Que seja de dezembro o que é de dezembro. Ainda há vida aqui.

Então, em cinco minutos, agora.

E agora?

A fonte de todo o tempo que te falta. A riqueza que não enxerga e te pertence. A oportunidade plena de mudanças.

Agora é o lugar que se faz, o tempo que se escolhe e o espaço que se cria. O resto é tendencioso.

O próximo ano não pertence ao calendário; o próximo minuto não pertence ao relógio. Nomes e números são apenas reflexos do que é feito neste instante.

Viver é a única verdade.

(Marcelo Penteado)

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A arte que nasce em mim toma forma em si e ganha vida em ti.
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