De repente, Barcelona


Barcelona, 2013

De repente, Barcelona.

Barcelona não é nada fácil de explicar. Uma atmosfera urbana envolta por modernidade e vielas carregadas de histórias.

Barcelona é sombria pra quem tem medo. É uma interação contínua, um desafio constante. Um teste quase que de coragem e direção. Um labirinto gostoso de se perder.

De repente, entre o silêncio de becos escuros, uma praça. Com suas charmosas mesas e tendas na calçada, gargalhadas e excelência culinária.

Em suas terrazas o tempo parece passar mais devagar. De forma quase que hipnótica, o momento parece te exigir mais atenção, seja pela paisagem, pelas pessoas ou pela excelente pedida que se encontra em sua mesa.

A temperatura agradabilíssima é um convite às ruas. Pessoas e mais pessoas contribuem para a atmosfera que se forma em verdadeiras clareiras urbanas, protegidas por vielas que afastam todos aqueles que não se permitem aventurar.

Mas Barcelona só é sombria por fora. Na verdade, ela tem uma vontade ardente de ser vivida. É uma sedução constante para aqueles que gostam de surpresas. Ela recompensa os bem-aventurados.

A cada esquerda surgem novas direitas e no horizonte de cada travessia há mais curvas que retas.

Das varandas coloniais à arquitetura de pedra, Barcelona tem na sua forma de acolher uma sensível brutalidade, que é mais bem entendida quando não julgada.

Ao contrário de outros lugares, não reconheço Barcelona pelo nome de suas estreitas ruas. A cada momento traço um novo caminho e ele sempre está certo. Uma infinidade de destinos e escolhas. Uma cidade de aventuras e não de memórias.

(Marcelo Penteado)

Palma de Mallorca


Autoria própria

Mais um avião sai de Mallorca. Que por maior que seja, ou por mais destinos que carregue, menor se torna em um céu regido por outros elementos.

Mais uma câmera dispara flashes no pôr do sol em Palma. Mais uma deslealdade da foto em querer reproduzir o que é, por si só, singular.

Mais um casal se nutre de paixão com o horizonte de Mallorca. Uma covardia com olhares e câmeras que anseiam pela posse – de memórias, momentos, de eternizar o que se é, simplesmente, presente.

Mais uma vez um extraordinário espetáculo. Em Mallorca, dia e noite se alternam de mão dadas, não nos deixando perder a atenção que nunca deveríamos ter perdido.

No pôr do sol de Palma, o Sol se doa igualmente para o mar e para o céu. Ambos igualmente iluminados, claros e deliciosamente calorosos.

Um mar que oferece luz e um convite ao seu interior. Uma conexão de elementos, sensações e memórias.

Mais gratos são aqueles que flutuam no mar de Palma. Com o corpo ao mar e de frente para o céu, o sol é todo o resto. Completo, presente.

Por volta de 20:30, as areias do balneário Arenal tornam-se um convite irrecusável para se sentar. A brisa, que parece ser soprada por anjos, traz àquele momento uma injeção de conforto e perpetuidade.

Do que sobra, não te falta mais nada. Apenas uma visão perplexa e sublime de um espetáculo simplesmente natural – em sua essência, exibição e beleza. Lindo.

Ao seu pôr do Sol, Palma(s). De todos os espetáculos, não há nada maior – Mallorca

(Marcelo Penteado)

Ao que é bem-vindo

A arte que nasce em mim toma forma em si e ganha vida em ti.
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